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Síndrome da Bexiga Hiperativa

A micção é uma ação fisiológica complexa e pode ser dividida em 2 fases: fase de enchimento e fase de esvaziamento. Para que esse ciclo fisiológico funcione há necessidade da integridade da bexiga e do esfíncter urinário, coordenados pelo sistema nervoso central.

Definimos como Bexiga Hiperativa a síndrome clínica caracterizada por urgência miccional (necessidade imperiosa de urinar), aumento da frequência miccional diurna e noturna, associada ou não a incontinência urinária. Acomete tanto homens como mulheres e determina grande impacto negativo na qualidade de vida desses pacientes, interferindo na capacidade laborativa e reduzindo a autoestima.

Quando a bexiga hiperativa está relacionada a uma doença neurológica evidente, ela é chamada de Hiperatividade Detrusora Neurogênica. Quando não existe esta evidência, é classificada com Idiopática.

Mesmo naqueles casos bem sugestivos pela história clínica, o urologista deverá afastar outras patologias que possam determinar sintomatologia semelhante ou estarem associadas à bexiga hiperativa como: infecção urinária, cálculo urinário, neoplasias malignas da bexiga, doenças da próstata, incontinência urinária de esforço, prolapso da bexiga.

Completado o diagnóstico, o passo a seguir será estabelecer o tratamento. Algumas vezes medidas simples como: orientar o paciente a estabelecer horários para urinar, programar a ingestão de fluidos, ajustar ou retirar, juntamente com o clínico, determinadas medicações utilizadas pelo paciente poderão surtir grande resultado.

Medicamentos orais, chamados anticolinérgicos, também poderão ser utilizadas e deverão ser prescritos de maneira individualizada, pois a dose e classe dessas drogas deverá ser adequada a idade e também a possíveis doenças associadas nesses pacientes.

Na falha dessa terapia inicial, o urologista poderá indicar a toxina botulínica intravesical. O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com sedação ou anestesia regional. Através da uretra é introduzido um endoscópico ( cistoscópio) acoplado a uma agulha, onde serão realizadas as aplicações da droga.

Após as terapias orais e intravesical, alguns pacientes ainda permanecerão refratários ao tratamento. Nesses casos, temos a opção dos neuromoduladores sacrais, que na realidade são marca-passos implantados na região sacral que através de estímulos programados tem o objetivo de ajustar essas contrações involuntárias da bexiga. Para aqueles casos extremos existe ainda uma alternativa cirúrgica: a enterocisto plastia, que consiste em uma ampliação da bexiga com segmento intestinal.

Dr. Francisco Ribas Marconato – CRM/SC 5859

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia ( TiSBU).

Membro da EAU – European Association of Urology.