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Tumores Urológicos


CÂNCER DE BEXIGA

É a segunda neoplasia maligna mais frequente do aparelho geniturinário e representa cerca do 1 a 3% de todos os tumores diagnosticados. Sua incidência aumenta após os 50 anos de idade, sendo mais prevalente em homens do que em mulheres ( 3:1).

Vários fatores estão envolvidos (interação genética e ambiental), sendo o tabagismo fator importante.

O tipo histológico mais comum é o Carcinoma de Células Transicionais da Bexiga ( CCT-B) .Por ocasião do diagnóstico, 80-85% dos CCT-B estão restritos a bexiga, tornando o tratamento mais simples . Por isso, a consulta precoce ao urologista é importante, quando da presença de sintomas como: desconforto miccional, necessidade de urinar várias vezes ao dia e sangramento na urina ( hematúria).

O diagnóstico é confirmado por exames de imagem ( ultrassom/tomografia computadorizada) e cistoscopia com biópsia da lesão.. A ressecção endoscópica do tumor é a forma mais comum de tratamento. Dependendo do grau histológico do tumor ou invasão de camadas mais profundas da bexiga, terapias complementares poderão ser requisitadas.

CÂNCER DE RIM

Com a evolução e facilidade de acesso a métodos propedêuticos por imagem, principalmente do ultrassom, o diagnóstico de tumores renais assintomáticos aumentou.

Podemos dividir os tumores renais em sólidos e císticos.

Tumores císticos: grande parte corresponde a cistos renais simples, sem necessidade de tratamento na maioria dos casos.

Tumores sólidos benignos: adenomas, oncocitomas e angiomiolipomas. Em algumas situações os exames de imagem não definem com segurança a natureza da lesão renal ( benigna ou maligna) , sendo necessário proceder a procedimentos cirúrgicos, de preferência minimamente invasivos, com a retirada do tumor e avaliação complementar.

Tumores sólidos malignos: 85% corresponde ao Carcinoma de Células Renais (CCR). Tabagismo, hereditariedade, urbanização e exposição a derivados do petróleo podem estar envolvidos na etiologia do tumor. A manifestação clínica mais comum é a hematúria (sangue na urina) macro ou microscópica. Porém 30 a 60% dos casos são casualmente diagnosticados em exames de imagem de rotina. O tratamento mais eficaz e com possibilidade curativa é a cirurgia, através da nefrectomia parcial ou total, dependendo da extensão e volume do tumor.

CÂNCER DE TESTÍCULO

Os tumores de testículo representam 1% das neoplasias do sexo masculino. Em geral são curáveis, acometendo mais frequentemente homens dos 15 aos 35 anos de idade, sendo mais comumente diagnosticados pelo próprio paciente que observa aumento do volume ou nódulo testicular.

O diagnóstico será confirmado pelo urologista após exame físico, exames laboratoriais e de imagem. O tratamento inicial é a orquiectomia radical.

CÂNCER DE PÊNIS

O câncer de pênis uma ocorrência aumentada em população e regiões de baixo padrão socioeconômico. A prevalência desse câncer é maior na sexta década de vida, porém pode ser encontrado em jovens e raramente na infância.

Qualquer lesão peniana ( mais frequentemente na glande) de mau aspecto e resistente ao tratamento, normalmente evolutiva, deve ser avaliada pelo urologista para o diagnóstico diferencial, que pode requer uma biópsia da lesão.

Má higiene genital, dificuldade em exposição da glande, HPV (condiloma) e tabagismo estão associados a maior risco de desenvolvimento de CaP ( câncer de pênis).